Eu quero falar sobre ondas
Que molham canelas no inverno
Fingindo não perceber que acima andorinhas voam
Abaixo estrelas queimam os pés presos na areia
Eu quero falar sobre café amargo
Que fiz nesta noite de inferno
Fingindo não perceber que a noite é curta
E o rio continua a correr mesmo se minha
Canela o corta, sendo assim,
O rio entorta e segue seu rumo
Rodeando a minha canela,
até o mar de ondas
Que molham canelas no inverno
E os ossos fogem do corpo.
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