quinta-feira, 1 de maio de 2008

Essa noite

Por que a solidão insiste em ficar entre meus dentes?
E de dente em dente se encontra quase uma gota de solidão,
E de solidão em solidão se encontra um dente.
Eu, gelado como as tardes de julho,
Sorrio no espelho um sorriso amarelado como a lua.
Os pés pelo mundo, os pêlos cobrindo o rosto
De desgosto. Marcas da solidão.
Os pés, pêlos mudos, mundos de solidão.

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