Cansei desse quarto de hospedes,
Cansei de ficar enclausurado na manhã crepuscular
E no amanhecer que vem tecendo sua teia infernal.
Da minha casca e de minhas incansáveis pernas,
Guardo ódio. Descrevo o desapreço
Fazendo minha metamorfose e morro.
Morro porque é a única saída.
E diga a Ele que o nome do meu advogado é Franz Kafka!!!
E que não me envolva neste processo
De desejos incestuosos, de mortes sanguinolentas.
Cansei destes castelos abstratos,
Destas cartas desgostosas, de desalento, de nostalgia.
Uma madrugada, alguns dias,
Gritos surdos de desespero
Da alma imóvel do guerreiro
Que se transforma em inseto
Como se aquilo fosse a ultima saída.
Da mesma metamorfose, da morte que traz a vida.
segunda-feira, 2 de junho de 2008
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