domingo, 29 de junho de 2008

Diga que não é difícil
entender a perplexidade de agosto
ou não escutar o silêncio dos passos
na manhã de um outono meio inacabado


como se não fosse cinza o calor de nossos lábios
quando se tocam
dentro dos desejos
resguardados
nos beijos


na auto-impiedade intratável
de calçar as luvas e
fingirnãoserlouco
pouco a pouco transpassado na dissonância
do inverno tropical
do meu país latino
subdesenvolvido
católico
caótico e
veladamente preconceituoso

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