Estar sóbrio é tão sem sentido que nem penso mais na sobriedade, o vinho me liberta e quero me libertar dos vermes putrefatos que abortam minha boca pela diabetes. Não quero mais me masturbar na noite fria nem transar com esses seus buracos desencontrados, Linda. Sou como as gotas quentes de chuva que Chopin, sem ser escandaloso, lançava sobre nossas cabeças.
E o vinho continua como nossos sórdidos desejos e eu vejo que cada beijo não é mais necessário nem o jovem solitário que cuspia fogo como uma ogiva opus 25.
Eu sou Eros, ele gritava, E eu sou um alto-falante-estéril, um perfeito miserável solfejando Schumann aos quatro quartos do castelo, o outro respondia. Eu sou as cordas do violoncelo e o gozo da nota que nunca alcançarei.
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